Ontem, andando pela XV, encontrei um cara que dizia falar com as plantas. Elas lhe contavam as mais diversas coisas, e pediam o que necessitassem. Há alguns dias, passou na frente de um grande hotel – no centro de Curitiba – e viu aquele monte de plantas secas, pedindo por água. ‘Que dó que me deu’, disse.
Eu adoro conversar com esse tipo de gente. Não me traz nada, as vezes é ligeiramente perturbador, mas… Eles sempre tem uma história de vida interessante – ao menos até onde podem contar. Esse, por exemplo, veio do interior de Santa Catarina, abandonando a família – sabe-se lá o motivo. Deixou três filhos e a esposa, mas só tinha saudades da filha menor.